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Auxílio-doença por lombalgia e dor crônica: o que fazer quando a dor não aparece no exame
Lombalgia crônica afasta mais gente do trabalho do que qualquer outro diagnóstico, e a negativa vem quase sempre pelo mesmo caminho: a imagem não explica a dor. Este texto mostra como se demonstra limitação nesses casos, o papel do histórico de tratamento e por que a atividade exercida é o centro da avaliação.
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Dor lombar é a queixa que mais afasta trabalhador no mundo, e a que mais frustra na perícia. O motivo é conhecido: em boa parte dos casos a imagem não explica a intensidade da dor, e o perito trabalha com o que consegue verificar.
O que pode ser verificado, mesmo sem achado de imagem
- Limitação de amplitude da coluna, medida em graus.
- Contratura muscular palpável e assimetria postural.
- Testes clínicos com resultado registrado, como elevação do membro inferior.
- Atrofia de coxa ou panturrilha, medida em centímetros.
- Alteração de marcha observada no exame.
- Uso contínuo de medicação analgésica, com efeitos colaterais documentados.
A cronicidade documentada
Em dor crônica, o histórico vale mais do que qualquer exame isolado. Anos de consultas, trocas de medicação, sessões de fisioterapia e afastamentos anteriores desenham um quadro que uma consulta não consegue mostrar.
- Receitas antigas e comprovantes de compra de medicação.
- Encaminhamentos para fisioterapia, acupuntura ou clínica de dor.
- Relatórios de infiltração ou bloqueio.
- Registros de atendimento de urgência em crises.
- Afastamentos anteriores pelo mesmo CID.
A atividade é o centro da avaliação
Lombalgia limita carga, flexão, permanência e vibração. Em construção civil, mudanças, enfermagem, agricultura e transporte, a incompatibilidade costuma ser evidente. Em trabalho sentado, a discussão passa pelo tempo tolerado na mesma posição e pela necessidade de alternância.
Descrever a rotina em detalhe é o que permite ao perito comparar. A preparação está em perícia do INSS.
Quando o trabalho é a origem
Levantamento repetido de peso, vibração de corpo inteiro e postura forçada podem caracterizar doença do trabalho ou agravamento por concausa — hipótese em que o benefício passa a ser acidentário, com estabilidade e FGTS.
Os requisitos gerais do benefício estão em auxílio-doença: requisitos e como pedir.
Perguntas frequentes
A ausência de achado não encerra a discussão. O que se avalia é a limitação funcional, e ela pode ser demonstrada por exame físico e pelo histórico.
Não há prazo padrão. A duração é fixada na perícia e pode ser prorrogada com pedido feito no prazo próprio.
Conta bastante: a falha do tratamento conservador é um dos elementos mais relevantes na avaliação.
Só se a incapacidade for total, permanente e sem reabilitação viável, o que exige avaliação individual — inclusive de idade, escolaridade e histórico profissional.
Pode ser usado contra, e por isso precisa ser explicado: manter-se no trabalho por necessidade, com prejuízo à saúde, é situação frequente e documentável.

Advogado inscrito na OAB/MT. Este conteúdo apresenta regras gerais e não substitui a análise de uma situação específica. Atualizado em 08 de setembro de 2026.