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Auxílio-acidente por lesão no joelho: ligamento, menisco e a marcha que mudou
Ligamento cruzado rompido, menisco retirado, platô tibial fraturado: são lesões que consolidam com limitação — dor ao agachar, instabilidade ao descer escada, impossibilidade de ficar muito tempo em pé. Este texto mostra quando isso configura redução de capacidade e o que o pedido de auxílio-acidente precisa demonstrar.

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O joelho é a articulação que mais aparece em pedido de auxílio-acidente, e por um motivo simples: ele suporta o peso do corpo inteiro e não perdoa sequela. Depois de uma lesão séria, a pessoa volta a andar — mas não desce escada do mesmo jeito, não agacha, não fica de pé oito horas.
As lesões mais frequentes
- Ruptura do ligamento cruzado anterior, reconstruída ou não, com instabilidade residual.
- Lesão de menisco com meniscectomia — a retirada acelera o desgaste da cartilagem.
- Fratura de platô tibial ou de patela com consolidação irregular.
- Lesão condral e artrose pós-traumática.
- Luxação de patela recidivante.
- Rigidez após imobilização prolongada, com perda de flexão.
O que caracteriza a redução da capacidade
Não é o nome da lesão: é o que ela impede. Em joelho, os pontos que o perito procura são objetivos.
- Amplitude de flexão e extensão em graus, comparada ao outro joelho.
- Instabilidade demonstrada em manobras clínicas e confirmada em imagem.
- Atrofia da coxa, medida em centímetros — sinal de que o membro está sendo poupado.
- Limitação para agachar, ajoelhar, subir e descer escada, permanecer em pé.
- Necessidade de apoio, órtese ou medicação contínua.
- Alteração de marcha observada no exame.
Quando o trabalho torna a sequela decisiva
A comparação legal é com a atividade habitual, e joelho pesa muito em profissões de pé ou de deslocamento:
- Construção civil, agricultura e serviços gerais — terreno irregular, agachamento e carga.
- Enfermagem, cozinha, comércio e portaria — permanência em pé por toda a jornada.
- Entregador e carteiro — subir escada e montar e desmontar da moto o dia inteiro.
- Motorista — acionamento de pedal com o membro afetado.
- Segurança e vigilante — rondas e capacidade de reação.
A relação entre o benefício e o restante da proteção previdenciária está em auxílio-acidente: quem tem direito.
O erro que mais derruba o pedido
Pedir cedo demais. Enquanto há cirurgia marcada, fisioterapia em curso ou previsão de nova intervenção, a lesão não está consolidada — e sem consolidação o caso é de auxílio por incapacidade temporária, não de auxílio-acidente.
O segundo erro é levar só a ressonância. Imagem mostra a lesão; o que demonstra a redução é o exame funcional com medidas e a descrição do trabalho.
Perguntas frequentes
Depende do que sobrou. A meniscectomia costuma acelerar o desgaste articular, e limitação para agachar ou permanecer em pé já configura redução para muitas atividades.
A artroplastia costuma deixar restrições permanentes de carga e de flexão. É situação que merece avaliação, inclusive quanto à incapacidade permanente, conforme o quadro.
Vale. Acidente de qualquer natureza inclui o de lazer. O que importa é a sequela e o efeito dela no seu trabalho.
O direito não prescreve, mas as parcelas atrasadas alcançam apenas os cinco anos anteriores ao requerimento.
Não ao mesmo tempo pela mesma lesão. O auxílio-acidente começa no dia seguinte à cessação do benefício por incapacidade.

Advogado inscrito na OAB/MT. Este conteúdo apresenta regras gerais e não substitui a análise de uma situação específica. Atualizado em 08 de setembro de 2026.