Ir para o conteúdo

Direito do ConsumidorAnálise jurídica

Portabilidade falhou e houve multa: o que fazer agora

Telas internas não bastam para provar portabilidade regular, e a multa de fidelidade pode ser afastada quando a rescisão decorre da falha. O foco deste guia são as providências iniciais, a reclamação formal e os cuidados antes de aceitar acordo ou quitação.

6 min de leitura
Neste artigo5 tópicos

Antes de aceitar a resposta do fornecedor ou tomar uma medida judicial, vale organizar a cronologia e preservar os documentos essenciais. No tema “portabilidade de número e multa de fidelidade”, uma decisão recente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso ajuda a identificar os pontos relevantes, sem dispensar a análise individual do contrato e dos fatos.

Qual foi o entendimento do TJMT

Telas internas não bastam para provar portabilidade regular, e a multa de fidelidade pode ser afastada quando a rescisão decorre da falha.

“O documento juntado em sede de apelação, sem demonstração de motivo de força maior, não é admitido para a formação do convencimento...”TJMT, APELAÇÃO CÍVEL, N.U 1002658-77.2024.8.11.0059, Primeira Câmara de Direito Privado, rel. CLARICE CLAUDINO DA SILVA, julgado em 15/09/2026, publicado no DJE em 16/09/2026. Consulta oficial: https://jurisprudencia.tjmt.jus.br/catalogo

Trata-se de decisão de um caso concreto. Ela é uma referência relevante sobre como o TJMT examinou a controvérsia, mas não garante resultado idêntico em outra ação.

O que precisa ser conferido no seu caso

  • pedido e protocolo de portabilidade
  • faturas e contrato de fidelidade
  • prints de indisponibilidade da linha
  • cobrança da multa e reclamações

Guarde os arquivos originais, e-mails, gravações permitidas, protocolos e capturas com data. Uma linha do tempo simples, com fato, documento e resposta do fornecedor, costuma tornar a análise mais objetiva.

Limites da decisão

É necessário ligar a falha do serviço ao cancelamento e conferir o prazo e as condições do benefício de fidelização.

O CDC pode permitir cumprimento da oferta, correção do serviço, restituição ou reparação, conforme a falha e o prejuízo provado. Dano moral não deve ser tratado como automático: duração, gravidade e repercussões concretas precisam ser avaliadas.

Passos práticos antes de agir

  • peça ao fornecedor uma resposta formal e o fundamento da decisão;
  • preserve contrato, comprovantes, protocolos e a cronologia;
  • evite assinar quitação ampla sem compreender os efeitos;
  • leve os documentos para uma avaliação jurídica individualizada.

Veja também a página de Direito do Consumidor em Cuiabá para conhecer as formas de atendimento e outros conteúdos relacionados.

Perguntas frequentes

Não. O precedente mostra um critério usado pelo TJMT, mas o resultado depende dos fatos, das provas, do pedido e da defesa no seu processo.

Em muitos casos, sim. Uma reclamação escrita e documentada pode resolver o problema e também produzir prova da tentativa de solução.

Não. É preciso avaliar se houve lesão relevante além do descumprimento, considerando as consequências efetivamente demonstradas.

Compartilhar:WhatsAppLinkedIn
Pedro Rodrigues Montalvão Neto, advogado em Cuiabá
Escrito e revisado por — OAB/MT 30.021

Advogado inscrito na OAB/MT. Este conteúdo apresenta regras gerais e não substitui a análise de uma situação específica. Atualizado em 17 de setembro de 2026.

Ver a página de Direito do Consumidor

Ficou com alguma dúvida, fale com nossa equipe

Traga os documentos e receba uma análise objetiva

Conte o que aconteceu, informe as datas e reúna o que já tiver em mãos. O primeiro passo é entender se a questão pede regularização, negociação ou medida judicial.

WhatsApp oficial: (65) 98404-6375. A mensagem não formaliza contratação.

Falar pelo WhatsApp